J-House: A Nova Proposta de Arquitetura em Mumbai
A busca por soluções habitacionais em Mumbai, especialmente no bairro de Khar, tem sido complexa. Com a urbanização acelerada, as tradicionais casas de baixo andar vêm sendo substituídas por imponentes torres residenciais, o que traz desafios como a perda da interação humana e da presença de áreas verdes. Nesse cenário, o escritório Malik Architecture se destaca com o J-House, um projeto que visa conciliar a vida em altura com a adaptabilidade climática e espacial da arquitetura vernacular.
Uma Resposta para os Desafios Urbanos
O J-House se propõe a mediar as distâncias entre o alto e o baixo, o público e o privado, apresentando uma fachada geométrica que reintegra a porosidade com o entorno e cria uma conexão entre o interior e o exterior das unidades habitacionais. Cada apartamento é uma reinvenção do bungalow tradicional, incorporando um pátio interno, varandas e telas perfuradas chamadas de jaali — elementos que promovem a responsividade climática e melhoram a conectividade espacial.
Porosidade e Conexão com o Bairro
Historicamente, Khar era um bairro arborizado, com casas baixas recuadas da calçada e protegidas por jardins frontais. Contudo, a crescente demanda por espaço urbano está levando à construção de torres que rompem com essa relação entre o espaço privado e a rua. Com isso, os apartamentos enfrentam uma desconexão com o mundo exterior, recebendo pouco acesso à luz natural e ventilação.
Para reverter essa tendência, Malik Architecture optou por uma abordagem que resgata a porosidade no nível da rua e estabelece uma fachada urbana acolhedora. O estacionamento, em vez de ser mantido no nível da rua, foi levado para o subterrâneo. Na superfície, uma entrada paisagística com água, árvores e recuos sombreados cria um espaço mais orgânico e convidativo.
A Estratégia Vernacular no Alto
As residências foram planejadas em torno de pátios centrais voltados para o norte, permitindo a entrada de ventilação natural e criando uma organização espacial que favorece a abertura sem comprometer a privacidade. Esses pátios, além de conectarem os espaços internos, formam uma rede de vazios e claraboias que se aprofundam nas unidades. A face oeste, que dá para o Mar Arábico, conta com varandas profundas e sombreadas, equipadas com telas jaali fixas e móveis, que oferecem proteção contra os intensos raios solares e as chuvas monçônicas.
A composição do J-House também desafia a forma convencional de estratificação das torres, onde andares funcionam como camadas isoladas. Malik Architecture apresenta deslocamentos volumétricos que reinterpretam o tradicional bungalow dentro deste contexto vertical, utilizando varandas em camadas, vazios alternados e espaços interligados. Esses elementos evocam a fluidez espacial das antigas casas familiares que são comuns na Índia.
Conclusão
O J-House representa uma nova visão para a habitação em grandes centros urbanos como Mumbai, onde a densificação produtiva é uma necessidade, mas que deve ser equilibrada com a qualidade de vida e a conexão com o espaço urbano. Ao empregar estratégias da arquitetura vernacular e promover uma interação mais profunda entre o ambiente construído e seus habitantes, Malik Architecture nos presenteia com uma proposta inovadora que pode inspirar futuras gerações na construção de um espaço urbano mais humano e sustentável.
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