A Nova Geração de Bares de Vinho: Tendências e Sabores em Alta
Os tempos mudaram e, com eles, a forma como apreciamos uma taça de vinho. O que antes era sinônimo de um ambiente tradicional e formal, agora se transforma em experiências descontraídas e inovadoras, especialmente em um cenário pós-pandêmico, onde o lar foi o principal cenário de consumo. Na busca por novos sabores e uma vivência mais autêntica, uma nova geração de bares de vinho começa a conquistar o coração de um público rejuvenescido e curioso.
Estabelecimentos com foco na pureza e qualidade dos vinhos surgem em várias localidades, promovendo bebidas que refletem métodos de produção distintos. Chefs como Roberta Ciasca e Monique Gabiatti lideram as cozinhas de casas que têm como principal proposta à harmonização entre alimentos e vinhos de alta qualidade, muitos deles oriundos do conceito de "vinhos naturais". Estes vinhos são produzidos a partir do cultivo orgânico das uvas, fermentação com leveduras indígenas e a total ausência de aditivos químicos, alinhando-se às tendências globais de consumo consciente.
Os cerca de trinta rótulos em taça do Belisco (Rua Arnaldo Quintela, 93, Botafogo) garantem a maior oferta do gênero na cidade. A chef Monique Gabiatti cuida das comidinhas deliciosas, e Gabi Teixeira oferece opções como o tinto austríaco Zantho, das uvas zweigelt (R$ 30,00 a taça). Das 18h às 20h há taças com 20% de desconto. (Tomás Rangel/Divulgação)
A variedade de opções em taças é uma característica marcante desses novos espaços, onde o prazer de descobrir novos sabores se torna regra. Entre as estrelas da nova era vinícola, destaca-se o vinho laranja, um estilo ancestral que conquistou a preferência dos jovens. Maíra Freire, sommelière sócia de Roberta Ciasca no Libô, afirma que esse vinho, que passa a maior parte do processo de produção em contato com as cascas das uvas brancas, proporciona frescor, intensidade e uma versatilidade incrível para harmonizações.
Pequenino e despojado, o Tão Longe, Tão Perto (Rua Fernandes Guimarães, 93, Botafogo) tem cadeiras de praias ao longo da calçada e oito torneiras para vinhos brasileiros como o laranja da Dom Dionysius (R$ 25,00 a taça). Charcutaria e queijos premiados acompanham, assim como as notáveis conservas marinhas do projeto A.mar. (./Divulgação)
Os preços dos vinos naturais podem variar, mas com taças a partir de R$ 35, a experiência se equipara a de drinques bem elaborados. No Tão Longe, Tão Perto, a oferta de vinhos brasileiros de produção sustentável a partir de R$ 20 promove uma experiência descontraída, com os frequentadores desfrutando de um clima leve e acolhedor. Gabriela Monteleone, sommelière e empresária, destaca que a demanda por brancos e tintos com menos extração e menos barrica – como os claretes – tem aumentado cada vez mais, refletindo uma mudança nos paladares.
O ambiente do Virtuoso (Rua Gomes Carneiro, 130-B, Ipanema) instiga com luz amarela, velas, vitrola para vinis de trilha sonora caprichada e, volta e meia, DJs convidados. Há cerca de cinquenta rótulos de curadoria apurada e taças que variam, como o branco chileno Lazy Winemaker Viognier 2022 (R$ 32,00). (./Divulgação)
A ascensão do vinho branco, por exemplo, demonstra essa transformação em um mercado historicamente dominado pelos tintos. Gabriela Teixeira, sócia de Monique Gabiatti no Belisco, afirma que no passado os tintos respondiam por 70% das vendas, enquanto hoje, em seu bar atual, os brancos e rosés totalizam 80% dos pedidos. Isso também se reflete em bares recém-inaugurados, como o Virtuoso, em Ipanema, que atrai um público em busca de uma nova experiência no mundo do vinho.
O bar da The Slow Bakery chama-se Lazy (Rua General Polidoro, 25, Botafogo), tem torneiras com exemplares nacionais, mais de sessenta rótulos em garrafas e quase todos podem ser pedidos em taça. Os vinhos do dia podem vir em copinho (R$ 10,00) ou minidecanter (R$ 19,00). (Maria Carolina Castro/Divulgação)
Este renascimento dos bares de vinho no Brasil revela uma mudança significativa na cultura do consumo, permitindo que novas experiências se desenvolvam e os vínculos entre as pessoas sejam fortalecidos. Ao se afastar das antigas formalidades, o cenário do vinho se torna um espaço de interação genuína e prazerosa, onde as novas gerações se sentem à vontade para explorar uma infinidade de sabores e texturas. Uma nova era vinícola está a caminho, e ela promete ser vibrante e encantadora.
Leia a matéria na íntegra em: Veja Rio
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